Alto Tietê solicita doses da coronavac ao Estado e vai vacinar grupo prioritário por drive-thru

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CONDEMAT aponta priorizar ampliação de leitos e plano regional de vacinação para acompanhar calendário de SP

Prefeitos e Secretários de Saúde do Alto Tietê definiram nesta quinta-feira (17) em uma reunião do Condemat estratégias para a campanha de vacinação contra Covid-19 prevista para começar em janeiro de 2021.

Além da reorganização da rede de atendimento aos pacientes infectados pelo coronavírus, principalmente com ampliação de leitos de UTI, foi proposto um plano regional para imunização dos grupos prioritários.

O grupo solicitou um encontro com o vice-governador Rodrigo Garcia e com o secretário de Estado da Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn. Na pauta, o pleito prioritário é a revisão do mapa de leitos da rede de saúde do Alto Tietê, com a ampliação imediata.

Os dados do censo Covid-19 apontam que o Alto Tietê registra uma taxa de ocupação de 70% nos leitos de UTI, com um aumento de 110% das internações. Atualmente estão ativos 210 leitos de UTI nos hospitais públicos da região.

Destes, 107 nos estaduais e 103 nos municipais, mas um levantamento preliminar do Condemat aponta a possibilidade de ampliação de pelo menos mais 70 leitos na rede pública. A previsão é de que sejam implantadas, em especial, no Hospital das Clínicas de Suzano, no Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti (Mogi) e no Hospital Padre Bento (Guarulhos), além do suporte de insumos para o Regional de Ferraz de Vasconcelos.

Vacinação

Como o Plano Nacional de Vacinação apresentado ontem pelo Ministério da Saúde não traz cronograma de etapa, a região faz seu planejamento baseada na escala estadual, que começa em 25 de janeiro e se estende até março.

As primeiras propostas construídas são da vacinação em sistema drive-thru nas cidades, em horários pré-definidos, reforço na segurança e cooperação entre os municípios para armazenamento das vacinas.

O Consórcio também já deu início ao processo de registro de preços para, se necessário, fazer a compra coletiva de insumos como agulhas e seringas e de câmaras frias para acondicionar as doses.

Ao Governo do Estado foi solicitado o quantitativo da população prioritária a ser imunizada na região, assim como a garantia do envio de vacinas em quantidade suficiente para não ter interrupções na campanha.