Governo de SP adia anuncio de medidas restritivas, mas não descarta fechar escolas e igrejas

Foto: Divulgação/ Governo de SP

O Centro de Contingência da Covid-19 surpreendeu a opinião pública nesta quarta-feira (10) ao deixar de anunciar as medidas mais restritivas que estavam sendo cogitadas ao Plano São Paulo. Ainda não existe uma data, mas o endurecimento da quarentena vai acontecer no Estado.

O Ministério Público já recomendou ao Governo que diminua a lista de serviços essenciais e reduza ainda mais, o horário de funcionamento desses estabelecimentos. Os jogos do Campeonato Paulista, a presença de público em igrejas e templos religiosos devem ser cancelados.

O fechamento das escolas é cotado também, para acontecer neste momento. Uma greve de professores da rede particular de ensino deve começar amanhã (11) em São Paulo. Já as escolas públicas, tem em vigor, uma decisão da justiça, que proibi a convocação de professores para o trabalho presencial.

Segundo João Doria (PSDB), SP terá mais 338 leitos para Covid-19, mas o governador, voltou a criticar o Ministério da Saúde que deixou de cumprir uma medida judicial de custeio de leitos. A decisão é do mês passado e foi determinada pela Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar do governo ter anunciado a abertura de 11 hospitais de campanha, os membros do Centro de Contingência apontam que a estratégia, neste momento, é a instalação de leitos em hospitais. Os médicos ligados ao plano de contingência tem demostrado que faltam não só recursos federais para custeio, mas também, profissionais capacitados para atuar em UTIs.