Guti visita laboratório que produzirá vacina russa em Guarulhos

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Inovat ocupa atualmente a área onde, durante décadas, funcionou o laboratório Pfizer, na avenida Tancredo Neves

O prefeito Guti (PSD) visitou nesta quinta-feira (28), a empresa do Grupo União Química, localizada em Guarulhos, onde será produzida a vacina Sputnik V, de origem russa, para a imunização contra a Covid-19.

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As instalações industriais da nova área biológica ainda será certificada para a produção da vacina Sputnik V. Uma vez aprovada, a produção poderá iniciar de imediato, podendo também receber o insumo necessário para a produção das vacinas (IFA) importado, para acelerar o processo fabril.

A Inovat ocupa atualmente a área onde, durante décadas, funcionou o laboratório Pfizer, na avenida Tancredo Neves. Em 2017, diante do potencial do município, a União Química adquiriu o complexo industrial e reativou várias linhas de produção. 

Parecer da Anvisa

De acordo com a Anvisa, a União Química ainda não começou a produzir insumos farmacêuticos ativos em escala industrial para uso humano. A atividade da fábrica tem sido voltada para a fabricação de “lotes de desenvolvimento”.

Tais lotes fazem parte do processo de transferência tecnológica entre o desenvolvedor da vacina, o Instituto Gamaleya, na Rússia, e a União Química. Este é o processo por meio do qual uma tecnologia criada em outro país pode ser usada por um laboratório daqui.

Segundo nota divulgada pela Agência, a União Química ainda não concluiu o processo de transferência tecnológica.

Esse tipo de acordo foi celebrado também entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, para produção da vacina CoronaVac, e pelo consórcio Universidade de Oxford e AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No comunicado, a Anvisa esclareceu que o objetivo foi averiguar a situação da produção e das instalações implantadas pela União Química, mas a inspeção não cumpre o papel de avaliação de boas práticas de fabricação, que faz parte da análise de um pedido de autorização emergencial.

Os responsáveis pela vacina têm se reunido com a Anvisa para discutir os procedimentos e requisitos para a solicitação de uso emergencial. A agência já informou que faltam documentos para dar andamento à análise.

Nesta semana, a agência reguladora informou ao Supremo Tribunal Federal que, por causa da “insuficiência e a incompletude de dados relevantes à análise do pleito”, a solicitação está inviabilizada neste momento, uma vez que foi constatada a “inadmissibilidade dos documentos apresentados pelo interessado”.