Pela 1ª vez desde dezembro, leitos de UTI tem ocupação abaixo de 90% no Brasil

Foto: Rogerio Santana

De acordo com a Fiocruz, somente 3 estados e o Distrito Federal estão na zona de alerta crítico; vacinação tem gerado resultados positivos, mas ainda há risco de piora

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou, nesta quarta-feira (14), a edição do Boletim Observatório Covid-19, que trouxe boas informações. Pela primeira vez desde dezembro de 2020, nenhum estado apresentou taxa de ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para adultos com Covid-19, no Sistema Único de Saúde (SUS), superior a 90%.

Entre os dias 04 e 10 de julho, a tendência de queda nos óbitos por Covid-19 foi mantida pela terceira semana consecutiva. Porém, os pesquisadores alertam que o número de casos e de óbitos pela doença por dia ainda permanece em patamar elevado. Além disso, o índice de positividade dos testes indica que o vírus tem circulado com intensidade.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo Boletim, as tendências de queda nos índices refletem “uma nova fase da pandemia”, na qual a vacinação tem sido importante para melhora da situação na medida em que é ampliada.

No entanto, apesar de efetivas na proteção de casos graves da doença, as vacinas são limitadas no bloqueio de transmissão do vírus. “A preocupação com a possibilidade de surgimento de variantes com potencial de reduzir a efetividade das vacinas disponíveis é pertinente e não pode ser perdida de vista”, afirmam.

Índices

Conforme o boletim, as seguintes unidades federativas permanecem com mais de 80% dos leitos ocupados: Santa Catarina (82%), Goiás (81%), Paraná (81%) e Distrito Federal (80%). O patamar as mantém na zona considerada de alerta crítico.

Já a maior parte dos estados do país possui taxas de ocupação que variam entre 60% e 80%, o que os colocam na zona de alerta intermediário.

Na zona de alerta baixo estão sete estados com menos de 60% dos leitos ocupados, são eles: Acre (24%), Amapá (47%), Espírito Santo (55%), Paraíba (39%), Rio de Janeiro (57%), Rio Grande do Norte (55%) e Sergipe (50%).

Ao considerar a situação das capitais, Goiânia é a que possui pior resultado, com ocupação de leitos em 92%. O cenário também é crítico em Brasília (80%), Rio de Janeiro (81%) e São Luís (81%).

Além disso, 12 capitais estão fora da zona de alerta, com ocupação de leitos de UTI inferior a 60%, são elas: Porto Velho (57%), Rio Branco (24%), Belém (48%), Macapá (52%), Natal (53%), João Pessoa (40%), Recife (50%), Maceió (55%), Aracaju (50%), Salvador (52%), Vitória (54%) e Florianópolis (53%).