Primeira morte por variante Delta da Covid-19 é confirmada no Estado de São Paulo

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

A vítima é uma mulher de 74 anos, com comorbidade, e aconteceu no município de Piracicaba

Nessa segunda-feira (30), a Secretaria de Saúde de Piracicaba confirmou a morte de uma mulher de 74 anos, com comorbidades, pela variante Delta da Covid-19. De acordo com as informações, a vítima havia completado o esquema vacinal com duas doses da vacina Coronavac.

Além disso, cinco pacientes com diagnóstico positivo para a variante estão sendo monitorados pela administração municipal. Os casos envolvem dois homens e três mulheres. A identificação do vírus é feita por sequenciamento genético.

A variante Delta (B.1.617.2) do SARS-CoV-2 (coronavírus), identificada pela primeira vez na Índia em outubro de 2020, está sendo responsável pelo aumento do número de casos de COVID-19, inclusive em países onde a pandemia parecia controlada, como Israel e Reino Unido, devido à sua grande capacidade de transmissão.

Cada indivíduo infectado com a variante delta pode transmitir o vírus para outras quatro a sete pessoas – ou seja, ela é 50% a 100% mais transmissível do que as demais cepas do SARS-CoV-2. No Brasil, a variante dominante ainda é a gama (P.1, amazônica).

Coronavac

Pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da província de Cantão (Guangdong), na China, conduziram um estudo que demonstra que a Coronavac evita em 100% o desenvolvimento de casos graves de Covid-19 causados pela variante Delta.

Os pesquisadores concluíram que a imunização total com duas doses foi 69,5% eficaz para prevenir pneumonia, um dos desdobramentos mais graves da COVID-19. Entre os não vacinados, houve 85 casos (1,44%); entre os vacinados com uma dose, 12 casos (1,42%); e entre os vacinados com duas doses, cinco casos (0,35%).