Metrô em Guarulhos prevê sete estações na região central, mas sem previsão de início das obras

Foto: Marcela Vasconcelos/Guarulhos Online

Se entregues, Guarulhos será a primeira cidade da Região Metropolitana, fora a capital paulista, a ter acesso ao Metrô

Em uma cerimônia cheia de expectativas pouco efetivas, membros do governo estadual vieram a Guarulhos lançar o projeto das linhas 2-Verde e 19-Celeste do Metrô. O evento foi realizado no CEU Continental nesta terça-feira (31) no clima da pré-campanha eleitoral de 2022.

Na ocasião, o Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy recebeu das mãos do Prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa (PSD) as licenças necessárias para implantação das sete estações das duas linhas previstas para chegarem à cidade.

A primeira entrega será das estações Ponte Grande e Dutra, da linha 2-Verde, segundo Baldy, no entanto, ainda sem prazo. Isso porque, o trecho entre a estação Vila Prudente já em operação, e a Dutra, onde se estima estender o ramal, foi dividido em duas fases.

A primeira fase já está com obras até a Penha com previsão de inauguração de oito estações entre 2025 e 2026. De acordo Presidente do Metrô, Silvani Pereira, as áreas da implantação das duas estações da linha 2-Verde em Guarulhos, já têm áreas previstas.

Linha 2 – Verde

Expansão da Linha 2-Verde rumo a Dutra poderá ser feita em 3 fases - Via  Trolebus
Foto: Reprodução/Metrô SP

A implantação conforme o projeto será feita na Avenida Guarulhos na região da Ponte Grande e nas imediações do Shopping Internacional. Os passageiros terão acesso à estação Dutra por ambos os lados da Rodovia Presidente Dutra e a estação terá ligação com a linha 19-Celeste, semelhante ao modelo da Estação Ana Rosa, na região da Vila Mariana em SP.

A futura estação Tiquatira, na Zona Leste de São Paulo fará a interligação com a Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O ramal opera com três estações, duas delas em Guarulhos, opção de acesso à São Paulo aos passageiros da região Taboão e Cecap, que liga o Aeroporto Internacional às estações Brás e Luz.

Ainda segundo Baldy, tais documentos permitem realizar os trâmites de autorização do Governo Estadual para execução de desapropriações no trajeto da linha. “Esse não é um projeto que vai ser entregue até o fim do governo, mas nossa prioridade é retomar obras paradas, comprar novos trens e viabilizar novos projetos, como o caso da linha Celeste,” disse.

Guti autorizou as licenças necessárias para que o Metrô apresente projetos técnicos e executivos e prospecte recursos financeiros com a iniciativa privada na cidade. No entanto, isso não garante que daqui 30 dias a licitação será entregue, segundo o Secretário de Transportes.

A reunião contou com a presença do Deputado Estadual, Jorge Wilson (Republicanos) membro da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) principal mediador entre os governos do Prefeito Guti (PSD) e do Governador João Doria (PSDB).

Além do Secretário de Mobilidade Urbana de Guarulhos, Luigi Lazzuri Neto, membros do legislativo municipal e do secretariado do governo marcaram presença. Na oportunidade, foi pontuada a urgência do guarulhense pela chegada do Metrô à cidade.

Projetos

De acordo com os técnicos dos projetos de expansão, ambas as linhas vão reduzir o tempo de percurso do centro de Guarulhos ao centro de São Paulo em uma hora. O investimento estimado é de R$ 08 bilhões em recursos para implementação do ramal em Guarulhos.

Já o projeto da linha-19 Celeste implicaria em desapropriações mais complexas, pois compreende o trecho de cinco estações em Guarulhos. O esboço inicial estima ter uma estação na região da Rua Dom Pedro II, no centro histórico da cidade, além de uma bem próximo ao Bosque Maia.

Linhas 19 – Celeste

Foto: Reprodução/Metrô SP

Questionado sobre a implementação das estações em regiões antigas da cidade, o que poderia elevar o custo das desapropriações, além da judicialização da questão, por parte dos proprietários da áreas e o governo, Alexandre Baldy afirmou que o Estado não tem controle sobre isso.

No entanto, as obras podem ser executadas no trecho, mesmo com embargos, algo semelhante ocorreu na linha 6-Laranja do Metrô, segundo Baldy. Porém, o custo das obras foi elevado em razão das desapropriações na região e ocasionou atraso na entrega.

O Guarulhos Online indagou ainda, se houveram estudos para extensão da linha 1-Azul do Metrô até Guarulhos, percurso que foi desativado, mas abrigou o ‘Trem da Cantareira’ no século passado. Alexandre Baldy justificou dizendo que a criação de novas linhas visa integrar novas camadas da cidade e região metropolitana.

O secretário destacou que, a linha 1-Azul é a mais movimentada de São Paulo e portanto, não seria possível alongar o trecho. Isso elevaria ainda mais, o número de passageiros em uma única via que liga a região norte a região sul da capital.