Movimento no transporte público teve queda de 10% na fase emergencial

Foto: Marcela Vasconcelos/Guarulhos Online

Segundo o governo de SP, houve redução de 61% no número de passageiros na EMTU, Metrô e CPTM em comparação com período antes da pandemia do coronavírus

O movimento nos transportes metropolitanos – CPTM, Metrô e EMTU – registrou queda de 10% nos primeiros dias da fase emergencial do Plano São Paulo. O percentual em comparação com as últimas semanas foi apresentado pelo governo paulista nesta quarta-feira (17).

A redução ocorre após o início da fase emergencial do Plano São Paulo, quando houve orientações de escalonamento do horário de entrada e saída de trabalhadores da indústria, de serviços e do comércio que continuam em operação.

“Essa medida de escalonamento é fundamental para que nós consigamos mais um elemento para reduzir o contato entre as pessoas e manter o distanciamento”, afirmou o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, Paulo Menezes.

O governo apela aos setores empresariais para que contribuam com a medida. Ainda segundo o anuncio do Centro de Contingência da Covid-19, nesta terça-feira (16), houve 61% de redução de passageiros em média, na comparação com o período antes da pandemia.

Até março do ano passado, o setor transportava cerca de 10,5 milhões de passageiros por dia. O escalonamento de horários flexibiliza o pico no transporte público entre às 5h30 e 7h30 e das 17hs às 19h30 com os seguintes horários programados:

  • Trabalhadores da indústria: Entrada entre 5h e 7h e saída entre 14h e 16h
  • Trabalhadores de serviços: Entrada entre 7h e 9h e saída entre 16h e 18h
  • Trabalhadores do comércio: Entrada entre 9h e 11h e saída entre 18h e 20h

Associações dos setores de alimentação, automotivo, comércio e serviços, têxtil e químico, plástico e beleza estão contribuindo para o escalonamento proposto pelo Governo de São Paulo, impactando 3,7 milhões de trabalhadores.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos está com a “Operação Monitorada” desde o início da quarentena. A operação é avaliada em horários de pico que, segundo o governo disponibiliza mais trens nas linhas da CPTM e do Metrô para distribuição de passageiros.