Contraprova de adolescente de SP dá positivo, mas não preenche definição de caso para COVID-19

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Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde em conjunto com as secretarias de saúde de São Paulo (estadual e municipal) estudam uma infecção assintomática por COVID-19 de uma adolescente de 13 anos. Ela retornou da Itália, neste domingo (1º). Segundo critérios técnicos, embora tenha confirmado a presença do vírus, um portador assintomático não cumpre a definição de caso, o que incluiria febre associado a mais um sintoma respiratório. Portanto, esse não será somado aos casos confirmados do novo coronavírus.

Outras análises estão sendo realizadas, que devem mostrar situações como carga viral e potencial de transmissão, supressão de sintomas por uso de medicamentos (foi atendida em hospital italiano por lesão de ligamento) e histórico dos familiares que a acompanharam na viagem.

A jovem foi atendida no Hospital Beneficiência Portuguesa, no dia 3/2, onde coletaram a amostra que foi encaminhada ao Laboratório Fleury. O resultado do exame foi positivo. A contraprova foi realizada pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL). Nesta terça-feira (4), o IAL realizou e comprovou o resultado do laboratório particular. Todos os laboratórios públicos ou privados que identificarem casos confirmados pela primeira vez, devem passar por validação de um dos três laboratórios de referência nacional, são eles: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas da Secretaria de Vigilância em Saúde (IEC/SVS) no Estado do Pará e Instituto Adolfo Lutz da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Após a validação da qualidade, o laboratório passa a ser considerado parte da Rede Nacional de Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública, como o caso do Fleury.

“Em saúde pública, critérios de definição de casos suspeito e confirmado não podem, nem devem, ser confundidos com critérios de inclusão que se utiliza em projetos de pesquisa”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. “Critérios de definição são utilizados para uniformizar as ações de vigilância, utilizar adequadamente os recursos laboratoriais, obter informações que colaborem, por exemplo, com a estruturação da rede de assistência e com adoção de medidas de prevenção e controle exequíveis”, completa. Embora a notificação não cumpra as definições para vigilância em saúde, a adolescente e seus contatos serão monitorados.