Em live, Guti diz que Proguaru não sobrevive até 2022 e por isso a urgência em aprovar projeto

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Texto que prevê o fim da estatal foi aprovado na Câmara de Vereadores nesta sexta-feira (18)

O prefeito Gustavo Henric Costa (PSD) se manifestou sobre o polêmico projeto de lei, enviado à Câmara de Vereadores, onde o executivo municipal deseja a extinção da Proguaru. Guti afirmou que a empresa consome do caixa da Prefeitura, R$ 450 milhões por ano.

Segundo o prefeito, a empresa não sobrevive a 2022 e para que nas palavras dele, “as pessoas não saiam com uma mão na frente e outra atrás”, sua administração defende um plano preventivo de encerramento das atividades da estatal. Ele lembrou na ocasião da negociação entre Sabesp e SAAE e disse que a partir de 2021 a Proguaru não recebe mais recursos provenientes da negociação.

Pelos cálculos técnicos de sua equipe na Secretaria da Fazenda, a empresa não se sustenta pelos próximos dois anos, e por isso a prefeitura estima que vai garantir os direitos trabalhistas dos funcionários, antes de decretar falência.

Guti afirmou que além do estudo da prefeitura, irá contratar um estudo externo que ateste a falta de seguridade no caixa da empresa. Segundo ele, os recursos são finitos e a companhia não terá garantias financeiras e por essa razão, a urgência em aprovar o projeto na Câmara.

O prefeito fez ainda uma comparação com o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais. Na tese de Guti, o acidente que poderia ser evitado se adequa a mesma realidade da Proguaru em Guarulhos, a falência é alvo certo e para evitá-la, a prefeitura está “tomando a decisão que era menos pior de todas”.