Guarulhos quer recurso federal para Banco de Alimentos, mas não cogita retomar Restaurante do Bem

Foto: Marcio Lino/PMG

O programa ofertava marmitas que eram distribuídas gratuitamente em unidades conveniadas do ensino municipal

O Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou há pouco mais de uma semana que o governo federal estuda o retorno do auxílio emergencial para março. Entretanto, o presidente destacou que o retorno deve ser feito com “responsabilidade fiscal”.

No começo deste mês, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), e da Câmara, Arthur Lira (PP) mantiveram no discurso de posse, o compromisso de analisar a proposta de continuidade do auxílio que ainda não tem valor e período de duração definidos.

A discussão se dá por causa das incertezas econômicas dos milhões de brasileiros que sem o auxílio já não tem recursos financeiros para a o básico como comer e pagar o aluguel. Este cenário se soma à campanha de vacinação ainda longe de atingir grande parcela da população.

Guarulhos e a crise alimentar da pandemia

Guarulhos teve mais de 300 mil pessoas beneficiadas pelo auxílio emergencial e atingiu a marca de 55.605 beneficiários do Bolsa Família só em fevereiro. Mas foram os recursos do auxílio emergencial que potencializaram a sobrevivência neste período mais severo de crise.

Entre o grupo mais vulnerável, quem necessita de alimentação, já não pode mais contar com as marmitas que eram servidas por meio do Restaurante do Bem. O projeto durou cinco meses e o atendimento era feito em nove escolas conveniadas da prefeitura.

Mas conforme a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social informou, não há planos para o retorno da distribuição das quentinhas. A pasta esclarece que distribui cestas básicas emergenciais por meio dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS).

Entretanto, os critérios assistenciais nem sempre conseguem atingir a todos que necessitam de ajuda do poder público neste momento de crise. O compartilhamento se dá por meio de cadastro prévio nestas unidades de apoio.

Assim como as iniciativas assistências do poder público foram reduzidas nos últimos meses, as doações de pessoas físicas também caíram. O resultado é cada vez mais pessoas que não sabem como vão sobreviver até que o auxílio retorne em março conforme prevê o governo.

Reforço no estoque

Nesta terça-feira (23) o prefeito Guti foi à Brasília para reivindicar a ampliação de repasses ao Programa de Aquisição de Alimentos (PPA) de Guarulhos. O Banco de Alimentos do Município está ligado à pasta que atende a 40 instituições sociais que repassam os alimentos às famílias mais vulneráveis da cidade.

Entre os abastecidos está o Restaurantes Popular do Bem Josué de Souza (Taboão), o Centro Pop (Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua) e o Serviço Institucional de Acolhimento Adulto Masculino Taboão.

Questionada sobre quais as medidas de socorro tem ofertado aos mais necessitados, a atual gestão informou que há três Restaurantes Populares na cidade. Esses locais estão no Centro, no Taboão e no Pimentas e as refeições custam R$ 1,00.

Outra alternativa encontrada pelas famílias mais necessitadas foi o acesso à cestas básicas entregues por meio das escolas municipais, mas no período de férias não houve fornecimento. O retorno da entrega, porém, está garantido, segundo a Secretaria de Educação, por pelo menos o início das aulas.

Ainda, de acordo com a pasta, os alunos que forem à escola, no sistema híbrido vão receber um kit alimentar que já foi adquirido e será distribuído em todas as unidades. “Quando a situação da pandemia permitir, as cozinhas serão reabertas”, finalizou a Secretaria.