Militante do PSOL, ligado a IACON é baleado em manifestação pró PT

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Coordenador do Movimento de Luta por Moradia e membro da Associação dos Moradores dos Continentais (IACON), Anselmo Pires foi alvejado por um disparo durante evento político. O atentado aconteceu nesta sexta-feira (20) na região do Jd. Palmira em um evento em carro aberto de apoio do PSOL à candidatura de Elói Pietá (PT).

Anselmo é militante social, secretário geral do PSOL em Guarulhos e assessor parlamentar do deputado federal, Ivan Valente (PSOL). Por telefone ele relatou à reportagem do Guarulhos Online o susto que passou e conta que está bem mas, no momento só pensava no filho de 12 anos que mora com ele e é seu dependente. ‘A ficha ainda não caiu’, descreveu.

A campanha do PSOL foi tranquila, mas hoje o primeiro dia de campanha em apoio ao Elói, em que inclusive entregamos um documento que foi assinado por ele e contém reivindicações do MLM. Eu estava nas imediações do Palmira, de cima do carro junto com apoiadores, antes passamos pela feira da região, e de cima senti como de tivesse caindo pedregulhos, achei que fosse chuva” disse.

Pires foi atingido no braço esquerdo, após perceber e ser alertado pelos companheiros que não se tratava de um tiro de bala de borracha como ele pensou inicialmente, foi à delegacia. No 2º DP na Vila Galvão foi alertado para procurar atendimento médico antes de registrar a ocorrência.

O atendimento foi feito na UPA Paulista no fim da tarde e Anselmo passa bem, depois de ter sido medicado e estar com curativo. Questionado, Anselmo afirma que já sofreu inúmeras ameaças por sua atuação política.

Ele suspeita de desavenças naquela região, por conta do trabalho no movimento de moradia. Mas, não desconsidera a hipótese de um ataque associado a aliança com PT.

Ele descreve que viu uma movimentação estranha de um veículo, mas avalia que pelo ângulo em que estava, de cima do trio elétrico, o disparo pode ter vindo de cima. Apesar das impressões, considera que não pode acusar ninguém pelo ocorrido.

“Não vou parar, apesar da ficha não ter caído, não é a primeira vez que sofro ameaças, mas foi a primeira vez que sofri um atentado em Guarulhos,” afirmou. Pires relembrou o ocorrido em Porto Alegre e destacou que hoje em dia existe um sentimento de ódio e uma onda de intolerância na sociedade.

Mesmo após o ocorrido, Anselmo disse à reportagem que irá seguir com a campanha até o final. “A gente não está fazendo mal à cidade, pelo contrário, estamos lutando por melhorias,” concluiu. Está marcado para amanhã, o registro do Boletim de Ocorrência no 2º DP do Vila Galvão.

*Editada às 21h52 de 20/11