Guarulhos, Ministério da Saúde e FNP discutem medidas para evitar o agravamento da pandemia

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Em audiência nessa segunda-feira (14), o prefeito de Guarulhos solicitou mais vacinas ao ministro da Saúde Marcelo Queiroga e propôs quarentena para passageiros internacionais

Uma audiência promovida pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), nesta segunda-feira (14), contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, do prefeito de Guarulhos Gustavo Henric Costa (PSD) e demais prefeitos de cidades aeroportuárias para discutir estratégias de prevenção de novas variantes e contenção de outras possíveis pandemias.

A efetivação de uma barreira sanitária na origem, permitindo que embarquem ao Brasil somente pessoas que tenham testado negativo, o aumento da testagem de passageiros dos aeroportos e a avaliação do estabelecimento de uma quarentena de 14 dias para aqueles que desembarcarem no país, mesmo com testes negativos, foram assuntos discutidos na reunião.

Além disso, o credenciamento de hotéis que ficariam responsáveis pela hospedagem, durante 14 dias, de indivíduos com testes positivos ou com sintomas respiratórios (despesas custeadas pelo próprio passageiro), além da imunização de todos os funcionários dos aeroportos internacionais também foram temas presentes na pauta.

No encontro, Queiroga afirmou que ideia é ampliar a testagem para “níveis próximos do que acontece nos EUA e Reino Unido”. Segundo o ministro, atualmente o Brasil não testa mais do que 690 testes por 100 mil habitantes.

Dessa forma, o Ministério da Saúde já encaminhou, junto à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a compra de 14 milhões de testes de antígeno. Além disso, Queiroga defendeu uma medida normativa que imponha a testagem de todas as pessoas que estejam nos aeroportos.

Segundo ele, o pedido já foi encaminhado para a Secretaria de Vigilância em Saúde e depois será discutido junto com prefeitos e governadores.

Guarulhos em pauta

Em maio, o prefeito de Guarulhos encaminhou ao Governo Federal um ofício solicitando a suspensão temporária de voos internacionais no prazo de 15 dias. A medida tinha por objetivo objetivo “evitar que passageiros vindos do exterior” propagassem “novas Cepas” no Brasil.

Guti, que também ocupa o posto de vice-presidente de Regiões Metropolitanas da FNP, reforçou que pede desde fevereiro do ano passado, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à GRU Airport, um planejamento de barreira sanitária no Aeroporto de Guarulhos.

“Nós somos a porta de entrada do país e da América do Sul. Recebemos 90% dos voos internacionais. Se tivéssemos agido com mais celeridade poderíamos ter evitado a chegada de novas cepas do coronavírus e contido o agravamento da doença”, disse.

Ainda segundo o prefeito, de acordo com os últimos dados aferidos, Guarulhos recebeu, por mês, cerca de 200 mil passageiros internacionais e 1,3 milhão de passageiros de voos domésticos no Aeroporto de Guarulhos.

“Guarulhos foi o primeiro espaço aéreo a começar a imunização de seus trabalhadores e já vacinamos mais de 15 mil pessoas, mas ainda há muito a ser feito. Precisamos de mais vacinas”, pediu o prefeito.

Guti ainda propôs ao ministro que uma quarentena para viajantes estrangeiros que chegue ao Brasil fosse implementada. “Em vários países você tem que ir preparado para fazer quarentena. O Brasil precisa pensar em algo nesse sentido para evitar que tenhamos uma terceira onda muito severa e para que possamos reduzir os impactos na economia”, concluiu.

Sobre a distribuição de vacinas, Queiroga garantiu ser “sensível à agenda”, mas que as ações precisam ser pactuadas pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), com Conass e Conasems. “Essas vacinas têm que ser distribuídas conforme o que é pactuado na tripartite”, declarou.