Guti quer shoppings abertos por 24h e comércio com horário estendido no natal

Foto: Michel Wakin/Guarulhos Online

O prefeito reeleito afirmou que reduzir a capacidade de atendimento e horário do comércio pode causar mais aglomeração

O prefeito Guti (PSD), afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes, na manhã desta segunda-feira (7), que busca alternativas jurídicas para que Guarulhos não precise cumprir as medidas estabelecidas pelo Plano São Paulo de combate ao coronavírus no mês de dezembro. A ideia é abrir os shopping durante 24 horas e o comércio de rua até meia noite.

Segundo o prefeito, a redução do horário de funcionamento instituído pela fase amarela do programa do governo estadual que estabelece regras para a reabertura da economia durante a pandemia do novo coronavírus, na verdade, não impede as aglomerações e sim facilita que o acumulo em massa de pessoas aconteça.

“Falei tudo em uma reunião recente com o governador João Doria (PSDB) e outros prefeitos. Para mim, não faz sentido. Para muitos estudiosos de saúde também. Reduzindo o horário, você cria um funil. Todo mundo que precisa fazer as compras de Natal e final de ano vai se reunir no comércio nos mesmos horários e vai existir um bloqueio na entrada. Se você só pode cumprir 40% do atendimento, as pessoas vão se aglomerar na fila do lado de fora”, completou.

Guarulhos, assim como a capital paulista, recuou para a fase amarela do plano logo após as eleições municipais. A determinação do governo estadual reduz o horário de atendimento dos comércios.

Achando uma tese jurídica, iremos aplicar em Guarulhos. A ideia é que, a partir do dia 18 até o dia 24, véspera de Natal, os centros comerciais que tenham porte, como shoppings, funcionem 24 horas. Justamente para dar capilaridade e não ter adensamento de pessoas – respeitando, assim, os 40% de capacidade. Em relação a lojas e comércios de rua estamos dialogando. Poderia ser até 23h ou 24h para atender todos sem agrupar muita gente.”

Até o momento, Guarulhos e os demais municípios de São Paulo devem cumprir as determinações estabelecidas pelo governador João Doria na última segunda-feira (30), podendo decidir apenas de forma mais restritiva sobre as medidas, contanto que acatem os limites que o decreto estadual prevê.