Trabalhadores do transporte público ameaçam greve por reajuste salarial para próxima segunda (21)

Foto: Marcela Vasconcelos (GO)

O Sincoverg divulgou, nesta sexta-feira (18), comunicado no qual explica a situação da categoria

O Sindicato dos Condutores de Guarulhos e Arujá (Sincoverg) publicou, nesta sexta-feira (18), um comunicado no qual indicam possível paralisação no transporte público. A categoria tem reivindicado reajuste salarial de 2,44% (referente a 2020, quando não houve reposição) mais 7,59% deste ano.

O Sincoverg argumenta que os trabalhadores têm atuado durante toda a pandemia para não deixar a população sem o serviço de transporte, considerado essencial. Além disso, a categoria afirma que os motoristas ficaram bastante expostos à contaminação pelo coronavírus e sofreu “muitas baixas, com profissionais morrendo” por Covid-19.

“Essa atuação dos trabalhadores ocorre mesmo diante de um quadro de perda de renda devido à alta da inflação em itens de primeira necessidade, como alimentação, combustíveis e alugueis. O setor está sem reajuste desde 2019, seja de salários ou tíquetes ou qualquer outro tipo de benefício”, ressalta a nota.

Ainda de acordo com o sindicato, as negociações com as empresas de transporte não têm avançado. “A data-base da categoria, 1 de maio, foi ignorada pelos patrões, que alegam não poder conceder qualquer aumento devido o corte de subsídio da Prefeitura, o que é negado pela administração municipal”, afirma.

“Embora haja essas alegações, empresas investem em seus patrimônios, com compra de ônibus modernos e garagens”, complementa o comunicado, sem apontar quais empresas ou maiores detalhes.

Estado de greve

No dia 08 de junho, os trabalhadores de transporte público de Guarulhos entraram em estado de greve. A decisão ocorreu em assembleia realizada entre trabalhadores e a direção do sindicato. Caso as negociações não avancem, uma greve para o dia 21 de junho está prevista.

Ações sindicais realizadas nas garagens de ônibus provocaram atraso na saída dos coletivos e pegou os passageiros de surpresa. Além de Guarulhos, a cidade de São Paulo e Arujá também tiverem a saída dos carros atrasadas pelas mobilizações.